
A flor de Maio abriu em Junho
para celebrar o aniversário do meu mês.
Veio ao mundo como uma língua de sogra em slow motion.
Espreguiçou até estalar os ossos - apertando os olhos no final.
E eu,
vendo aquilo tudo,
no atraso das horas,
criei raízes,
no azulejo branco da cozinha.
Envergonhado,
disse que não precisava se incomodar
que bastava um "oi" da área de serviços mesmo.
Mas ela,
se exibindo pra mim,
me pediu um gole de regador
para apagar as velas
e molhar o vaso;
preparar a minha surpresa
do ano que vem.
4 comentários:
Psiu...
Tem poema novo no Ciranda.
E eu AMEI esse aqui. Linda foto tb.
Ei antipático! rsrsrs,
puxa, tinha um tempão q n entrava aki, li todos os poemas q ainda n tinha lido....
te dizer, esse aqui ficou lindo lindo!
Parabens, pelo poema e pelo aniversario!
ei cara este poema esta realmente muito bonito.Senti uma saudade grande de você.
De Caracas um abraço saudoso de seu pai.
Flor de maio... rainha dos raios! Ah, o sol aqui,
há mesmo um sol aqui!
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