Sempre te vejo de verde
com os olhos apertados
e suas caretas...
Caretas que
enchem o saco
de um desconhecido
de saco cheio
de tudo que vê
de longe
pela 1a vez.
Sempre te vejo de longe.
Mas sempre de verde.
Como um pasto
sadio no horizonte
que afoga a garganta do boi magro de saliva ---,
pra te ruminar,
durante a sesta,
debaixo de uma
sombra de mangueira.
Sempre te vejo com os dentes
Mas sempre de verde.
E quando os esconde
faz bico pra juntar suas minhocas ---,
colocá-las para trabalhar
e logo desenrolar
uma nova
língua de sogra no ar...,
...a mesma,
que sempre lhe aperta os olhos
e me sacia a fome
com seus galhos
de brócolis
entre os
dentes.
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Um comentário:
Nessa você foi fundo, hein, meu belo! Gostei! As figuras estão realmente impressionante. As nossas raízes sempre brotam pela vida afora. Sentia falta das suas palvras, da sua presença.
beijos.
Ivone.
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