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Vagas horas das horas vagas

Nada de preto no branco. É na massa cinzenta
Que moram as entrelinhas destes versos

segunda-feira, maio 21, 2007

Sinto muito

Não sinta
nem lembre;
nem me lembre.
Nem se lembre
de sentir...
E se lembrar
Sinto muito.

Está bem?
Não está.
Esquece.
Tudo bem,
estou bem melhor assim.

E pra não cair no acostamento,
vou ser mão única ao fritar
meus pneus na sua língua.

Deixar minha derrapagem na tua rua
pra você esquecer e passar por cima.
Postado por Vilela às 6:13 PM

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