Aperto meus dentes e
te acerto no rosto um tapa
pra te ver no sofá
escorrer desarmada,
com as pernas dobradas
e o sangue inchado
nos lábios.
Pronta pra me receber
entre seus joelhos nus desacordados
e sua boca trêmula, semi-aberta,
anestesiada.
Saciar a saliva dos meus olhos
e observar o trançar manual
de seus dedos dos pés.
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4 comentários:
Ontem estive aqui e, posso dizer, me apaixonei.
Foi assim, amor à primeira lida.
Torno, hoje, a visitá-lo.
Não era a ternura o que me esperava; não era a ternura que eu esperava.
...
Hoje.
Hoje suas palavras não me acolhem. Repelem-me com violência e, súbito, aproximam-se e prendem-me.
...
Até amanhã.
Que imagem loca, Luís!
Fortíssima e bem definida.
Gostei do detalhe dos dedos dos pés. Parabéns!
;-)
olá!
qnto tempo não passo por aqui...lindo poema.intimista,até.
beijocas!
p.s.: mudei de msn!acho q por isso não conversamos mais.alias,nem sei se lembra de mim..rs
E ae Luis!!
Estive, cá nessas terras, há um tempo e fico feliz de ter continuado com suas belas poesias.
Confesso que a ultima, na qual comento agora, é de uma brutalidade sexual, que me faz ter a imagem de animais. Afinal, é o que somos.
rs
grande abraço
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