quarta-feira, agosto 29, 2007

Trançar

Aperto meus dentes e
te acerto no rosto um tapa
pra te ver no sofá
escorrer desarmada,
com as pernas dobradas
e o sangue inchado
nos lábios.

Pronta pra me receber
entre seus joelhos nus desacordados
e sua boca trêmula, semi-aberta,
anestesiada.

Saciar a saliva dos meus olhos
e observar o trançar manual
de seus dedos dos pés.

4 comentários:

marcela primo disse...

Ontem estive aqui e, posso dizer, me apaixonei.

Foi assim, amor à primeira lida.

Torno, hoje, a visitá-lo.

Não era a ternura o que me esperava; não era a ternura que eu esperava.

...

Hoje.

Hoje suas palavras não me acolhem. Repelem-me com violência e, súbito, aproximam-se e prendem-me.

...

Até amanhã.

O Velho disse...

Que imagem loca, Luís!
Fortíssima e bem definida.

Gostei do detalhe dos dedos dos pés. Parabéns!

;-)

Anônimo disse...

olá!
qnto tempo não passo por aqui...lindo poema.intimista,até.

beijocas!

p.s.: mudei de msn!acho q por isso não conversamos mais.alias,nem sei se lembra de mim..rs

Adriano Veríssimo disse...

E ae Luis!!

Estive, cá nessas terras, há um tempo e fico feliz de ter continuado com suas belas poesias.

Confesso que a ultima, na qual comento agora, é de uma brutalidade sexual, que me faz ter a imagem de animais. Afinal, é o que somos.

rs

grande abraço