terça-feira, outubro 02, 2007

Sou um coração batendo no outro

Domingo sou um coração oco.
Um pulso no eco desperdiçado.

Mangueira aberta
ao chão sem dono
num jardim
qualquer;
derramado.

Domingo
sou um coração
que bate no muro -
esmurrado em ponta de faca.

Noutros dias...
não dou ouvidos
ao meu coração
sem calibre
na veia.

Coração
de osso
e carne
de 2a
feira.

Um comentário:

Dan disse...

No domingo é assim comigo também..
Escreve mais moço...adorei ler-te.