Domingo sou um coração oco.
Um pulso no eco desperdiçado.
Mangueira aberta
ao chão sem dono
num jardim
qualquer;
derramado.
Domingo
sou um coração
que bate no muro -
esmurrado em ponta de faca.
Noutros dias...
não dou ouvidos
ao meu coração
sem calibre
na veia.
Coração
de osso
e carne
de 2a
feira.
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Um comentário:
No domingo é assim comigo também..
Escreve mais moço...adorei ler-te.
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