Quem já viu
menino de rua
descer calçada
passando a mão
no chapiscado dos muros,
na ferrugem dos portões?
Quando foi
que guardamos
os mesmos dedos
ásperos dos muros
em bolsos limpos
sob lenços de algodão?
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Nada de preto no branco. É na massa cinzenta
Que moram as entrelinhas destes versos
2 comentários:
Passei por aqui caro poeta, e meus olhos ficaram assim, vagando por suas cruas palavras. Não resisti e coloquei seu link em meu blog. Em suas horas vagas vá, passeie por minhas palavras talvez haja algo para vc lá. Abraços... Cynthia
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